Bem -vindos

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

MÃE, É TÃO DIFÍCIL VIVER SEM VOCÊ!

Ontem, 06 de dezembro, às 01h:20min, dona Anísia Miranda nos deixou,
 ela cumpriu sua missão aqui na terra e
partiu  para viver eternamente no céu ao lado de Deus.
Quantas saudades... lembranças...

Lindo Céu

Adriana

Por sobre as nuvens
Existe um lindo céu
Maravilhoso céu
Morada dos Anjos
Por sobre as nuvens
Existe um trono
Cujo Rei
Está assentado
A direita de Deus
Céu, lindo céu
É o lugar
onde eu quero viver
Pra sempre
Céu, lindo Céu
É o lugar
que o meu Deus preparou
Pra mim
Céu, lindo céu
Onde com os Anjos
eu cantarei
adorando ao Senhor.




sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pássaro ou árvore

                       Pássaro ou árvore


Há momentos na vida em que somos pássaros.
Queremos voar, mas nossas asas são curtas e não nos permitem chegar além do horizonte.
O que podemos está sempre aquém do que desejamos.
Há momentos na vida em que temos longas asas. Podemos alçar extensos vôos, mas nossos limites são determinados pelo peso das bagagens que a vida nos dá.
São malas que atendem por diversos nomes: Bom senso, juízo, medo.
Há os que se livram de seu peso e conseguem voar muito alto.
Alguns atingem destinos fantásticos; muitos conhecem o sabor do desastre.
Mas há momentos na vida em que deixamos de voar. É quando nos tornamos árvores, quando nos percebemos enraizados a terra, presos no espaço e no tempo.
Não nos damos conta desta mudança, que nos tira as asas e nos empresta galhos e ramos. Apenas descobrimos que somos assim.
Mas quando deixamos de procurar a luz, ou desistimos de cavar em busca de energia, paramos de crescer. Mas não há árvores assim.
As árvores perseguem seu destino, que é crescer e se alimentar.
Assim como há pássaros que só buscam voar.
Saber o momento do vôo ou o instante de se enraizar é a grande sabedoria humana.
Saber viver intensamente o momento de polinizar as flores, ou o momento de deixar ao vento e a chuva que espalhem nossas sementes, eis o destino da vida.
Se você é pássaro, voe em busca de seu sonho.Se você se descobriu árvore, cresça o mais alto que puder e deixe a terra cuidar de suas sementes.
(Autor desconhecido)
                                                      Quebra o teu cântaro em Adoração

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A conversão nos orienta para os valores eternos

Postado por: homilia

Assim como dentro de nós estão os sentimentos ruins e inimigos, também é dentro de nós que o Reino dos Céus acontece. Ele é como um tesouro que está escondido dentro do nosso coração no meio do campo da nossa humanidade ou uma pérola preciosa que é buscada por nós e que precisa ser encontrada.
Quando nós descobrimos que dentro de nós há a riqueza do Reino de Deus, do amor do céu, aos poucos vamos substituindo o que estava em nós – as outras coisas que nos prendiam na vida e que são nossas inimigas – e vamos nos apossando da riqueza que gera amor, paz, alegria, consolo, fortaleza, mansidão, compreensão, esperança, vitória, felicidade, mesmo em meio às dificuldades.
É o que significa "vender tudo o que se tem e, com alegria, comprar o campo" – nosso corpo! – que possui um tesouro escondido, pois, como diz São Paulo, o corpo humano é o templo do Espírito Santo de Deus (cf. I Cor 6,19).
Nosso corpo só pode ficar cheio de ódio por obra do diabo, que, por atitudes e pensamentos amargos, consegue se infiltrar no ser humano. Descoberto o tesouro escondido em nós conseguimos nos livrar do poder dele. Aliás, é somente pelo poder do Nome de Jesus que este ódio será expulso e acontecerá a plenificação do Reino de Deus em nós.
Este Reino de Deus é conversão, é mudança, é transformação firme e gradual que vai se manifestando por meio do nosso modo de ser e de agir dentro do mundo, do Brasil, de cada Estado, cidade, casa e do nosso próprio coração. Porque ficamos mais alegres e felizes quando sentimos as primeiras demonstrações do Reino de Deus em nós, percebemos também que o dom da misericórdia acompanha a nossa caminhada e as nossas ações. Então, nos tornamos pessoas mais compreensivas, mais amorosas e mais comunicativas.
Não se esqueça de que a conversão exige a fé. Esta, por sua vez, exige a adesão ao Evangelho. Assim começa o Reino de Deus, conforme Jesus anunciou e nos mandou seguir: "O Reino de Deus já está no meio de vós e eu vim a este mundo para instaurá-lo" (cf. Lc 17,21 e Mc 1,38). Só que este Reino está escondido. É preciso descobri-lo e, uma vez descoberto, nos convertermos a ele conforme a exigência de Jesus: "Convertei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1,15).
Para seguir numa conversão – segundo o plano que Jesus traça – é preciso deixar tudo e abraçar essa vida nova que Ele chama de "um tesouro" ou "uma pérola". Pensemos, por exemplo, no amor à verdade, na prática da humildade, na caridade que se deve ter para com o próximo. Tudo isso é a pérola que encontramos no ensinamento de Cristo. Esse ensinamento é radical.
A conversão nos orienta para os valores eternos, sem nos esquecermos dos valores terrenos. Portanto, a pessoa convertida é mais gente, porque valoriza o que possui de humano, em vista do divino.
Você já sente as primícias do Reino de Deus? Você já tem vislumbrado a pérola e o tesouro que tem no seu coração? Onde está o Reino dos Céus? Quais são os sentimentos que você guarda no seu coração?


Padre Bantu Mendonça


Evangelho (Mateus 13,44-46) - Liturgia Diária

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: "O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola". 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi

Existe no decorrer do ano, diversas datas que são definidas como feriado, seja, municipal, estadual ou nacional. Geralmente, um feriado sempre é bem vindo; para muitos sinônimo de folga no trabalho e diversão. Mas, há uma questão muito séria que encontra-se por trás de alguns destes feriados, são "dias santos", por conseqüência consagrado há alguma entidade venerada por multidões; estes feriados é uma forma de devotar louvor ou veneração a personagens declarados como "santos" (1Co 10.19,20).
Corpus Christi é uma festa ao Corpo de Cristo. É uma data adotada na Igreja Católica, para comemorar a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue (O Catolicismo declara que a hóstia, torna-se literalmente em Carne e Sangue do Senhor Jesus).

terça-feira, 10 de maio de 2011

CONTINUANDO AS AULAS DE PORTUGUÊS

Aulas específicas pra concursos (Professor João Bolognesi)

É muito comum o brasileiro sofrer com o acento grave, sinal que serve para indicar crase, ou seja, a fusão de “a+a”. Ele é apenas um sinalzinho com inclinação à esquerda, tem seus encantos, porém deixa muita gente boa em situação delicada. Para quem a entende e sabe usá-la, rapidamente reconhece a importância de tal acento, esclarecendo sentidos e funções.
Ferreira Gullar já até brincou dizendo que “a crase não foi feita para humilhar ninguém”. É claro que ele, senhor das palavras, um poeta estimado, conhece nosso idioma e suas regras. Faz das palavras o ofício. Já o deputado João Hermann Neto, no ano de 2005, deu uma de doido e inventou um projeto de lei que extinguiria o uso do acento grave para indicar a ocorrência de crase. É de ver para crer:
“Art. 1 º – Fica extinto o uso do acento grave para indicar a ocorrência da crase.
Parágrafo único – A ocorrência de crase da preposição a com o artigo, pronome demonstrativo e pronome relativo continuará normalmente, deixando apenas de ser indicada pelo acento grave.
Art. 2º – Conceder-se-á às empresas editoras de livros e publicações o prazo de 3 (três) anos para o cumprimento do que dispõe esta Lei.
Art. 3º – Esta Lei entrará em vigor 30 dias após a sua publicação, revogadas as disposições em contrário.” (http://www.camara.gov.br/sileg/integras/304036.pdf)
O mais estranho é que, no art. 2º de seu projeto, o nobre deputado não deixou de usar o acento grave no trecho “Conceder-se-á às empresas”. Ele não era tão sem juízo assim.
Falar do acento agudo e do circunflexo, como na nova ortografia da língua portuguesa, é coisa bastante distinta de falar do acento grave. Razões muito diferentes justificam a existência deles. Abole-se um acento agudo aqui, um circunflexo lá, mas o grave tem vida longa garantida. A crase é eminentemente sintática, exige noções de regência e bom conhecimento morfológico quanto ao uso do artigo e da preposição. Acentuar uma proparoxítona (lâmpada) e acentuar um objeto indireto (referi-me à nova lei) pede esforços cognitivos diferentes.
Quando alguém me pergunta como faz para aprender a “crasear”, digo para começar pelo avesso: primeiro aprenda a não colocar o acento em lugar proibido. Há certas construções em que ele não cabe, pois falta metade: um dos “a+a” não comparece. Por exemplo, o artigo definido feminino “a” não pode ser usado em determinadas situações, o que, por exclusão, nos leva ao raciocínio de que o “a” da construção é apenas a preposição “a”.
Em todas as situações abaixo, não insista, o acento é proibido, pois o artigo definido feminino “a” não pode aparecer. Assim, não ocorre crase antes de:
a) substantivo masculino: foi a júri, falei a respeito, ir a bordo, a pé, operação a laser
b) “a” no singular + palavra no plural: a folhas, a duras penas, referiu-se a pessoas
c) artigo indefinido uma: falei a uma pessoa, referi-me a uma lei
d) pronome pessoal: falei a ela, a mim, a ti, a nós
e) pronome indefinido: falei a ninguém, referi-me a todos, a qualquer pessoa, a nenhuma, a cada pessoa, não falei a nenhuma pessoa, falei a alguma pessoa
f) pronome demonstrativo esta e essa: falei a esta pessoa, referi-me a essa lei
g) verbo infinitivo: a partir de, a combinar, a começar
h) pronome de tratamento iniciado por Vossa ou Sua: falei a Vossa Senhoria, requer a Vossa Excelência
i) pronome de tratamento você: falei a você
j) pronome cujo: vi a pessoa a cujo caráter fizemos alusão
k) pronome quem: vi a pessoa a quem você diz obedecer
Também não ocorre crase em expressões em que usamos palavras repetidas: face a face, cara acara. A memorização dessa lista é decisiva para que não sejam cometidas as falhas mais primárias em relação ao acento grave.
Nas provas, essa área proibida de crase comparece com freqüência. Em todos os trechos abaixo, destacamos o “a” com falha. Procure mentalizar por que o acento está errado.
(ESAF) como um instrumento de poder à favor dos capitais
(ESAF) mas qualquer reflexão à respeito
(ESAF)  adequadas à seu nível de desenvolvimento
(ESAF)  no que tange à doenças ocupacionais.
(ESAF)  está entregue…à governos tribais
(ESAF)  seja em aterros ou vazadouros à céu aberto
(ESAF)  que deveriam estar submetidos à especialistas
(VUNESP) A palavra ética referia-se à um conjunto de regras
(VUNESP)  vou narrar à Vossa Excelência
(VUNESP)  a TV à cabo
(VUNESP)  deixe o carro na garagem e ande à 
(VUNESP)  Pôs-se à chorar
(FCC) Não se impute à uma mulher…
(FCC) sempre sujeitas à alguma revisão
(FCC) Quando à cada nova obrigação
(FCC) Quem visa à restringir a utilização
(FCC) Se fosse a mim, e não à ela
(FCC) Apresentam-se à toda vaga oferecida
(FCC) não caberá à ninguém
(CESPE) “O acesso direto dos indivíduos à jurisdição internacional constitui verdadeira revolução jurídica.”         
A inserção do artigo indefinido uma antes de “jurisdição” exigiria a retirada do sinal indicativo de crase. (correto)
(CESPE)  “O decreto que facilitava o acesso da Receita Federal a dados bancários protegidos por sigilo.”
Na expressão “a dados bancários”, caso o vocábulo “dados” fosse substituído por informações, seria necessário não somente o ajuste na concordância com “bancários” e “protegidos”, mas também o emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede a expressão.  (errado)
(CESPE)  “Porta-vozes muçulmanos celebram a resistência cristã à ameaça da guerra.”
A inserção de “qualquer” antes de “ameaça da guerra” preserva a coerência e a correção do texto. (errado)
Outra construção que merece atenção é a formada pelas palavras contra, ante, mediante e perante,todas elas classificadas como preposições, situação que automaticamente rejeita o uso da preposição “a” diante de tais palavras. Assim, podemos dizer que à frente de contra, ante, mediante eperante, por não haver a preposição “a”, nunca ocorrerá crase: perante a juíza, ante a dúvida, mediante a multa, contra a ideia. Deduz-se que em todas as construções só se usou o artigo definido feminino. Observe algumas questões com a falha em destaque:
(ESAF) Ética dos políticos soa, para a maioria de nossos concidadãos, como um oxímoro. Seria uma ética com desconto, deficitária, complacente, ante à verdadeira ética: a da vida privada.
(CESPE) O deputado explicou porque era contrário à prática referida e citou o princípio constitucional da igualdade dos cidadãos perante às leis.
(CESPE)  A perspectiva de dias melhores da Bolívia funda-se por suas reservas de petróleo e de gás natural, porquanto esse país adota postura ostensiva perante às empresas estrangeiras.
(ESAF) “Embora não tenha o CPF cancelado agora, sua situação será considerada irregular perante a Receita.”
De acordo com as regras de regência da norma culta, poderia ser empregado o sinal indicativo de crase em “perante a Receita”. (errado)
(ESAF) “Dado esse passo, está aberto o caminho para a plena participação, pois o indivíduo conscientizado não fica indiferente e não desanima perante os obstáculos.”
Preserva-se a coerência dos argumentos, bem como a correção gramatical do texto, ao substituir “perante os” tanto por “ante os” quanto por “ante aos”. (errado)
(ESAF) Assinale a opção que preenche as lacunas de forma gramaticalmente correta.
No que diz respeito ____ taxa de inflação, ainda que os resultados estejam longe da meta (mais de 7% ante ____ meta de 4%), é preciso reconhecer que diante dos acontecimentos de 2001 não se trata de um mau resultado. Todos sabemos que os “choques de oferta” não se prestam ____ ser controlados facilmente pela manipulação da taxa de juros e que freqüentemente, quando ocorre um choque é melhor encontrar um caminho mais longo para retornar ____ meta do que forçar uma volta rápida com maiores custos em matéria de crescimento. (Antonio Delfim Netto)
a) à      a          a          à
b) a      à          à          a
c) à      a          à          a
d) a      a          a          a
e) a      a          à          a
Em uma questão, como a anterior, em que temos quatro lacunas, duas delas, graças à área proibida, podem ser eliminadas com simplicidade: “ante a meta” e “não se prestam a ser controlados”. Com isso, já podem ser excluídas as alternativas B, C e E. Chegar à alternativa correta “A” torna-se agora mais simples Tal eliminação muito contribui em uma prova.


domingo, 8 de maio de 2011

DOMINGO ESPECIAL!!!!!!!!! DIA DAS MÃES!!!!!!!

 Poderia, falar um pouco de mim... 
Falar dos meus filhos...
falar de minha vida como mãe...
 Mas prefiro homenagear todas as mães.
 A mãe jovem, mãe idosa,
  mãe branca,  mãe morena,
  mãe elegante,  mãe fofinha, 
 mãe  sábia, mãe ignorante,
  mãe solteira, mãe separada,
  mãe sofrida, e mãe abandonada
  Enfim, todas as mães.
 Mas em especial, a mãe guerreira,
 aquela que luta pela sobrevivência dos seus filhos
 e lhes dá amor,carinho, afeto,
 e acima de tudo a educação, 
que é sem dúvida a parte essencial na vida do ser humano.
Você foi assim minha mãe! Anísia! Mulher  guerreira,
não mediu esforços, nem sacrifícios, mesmo na dificuldade
sempre quis o melhor para  nós, suas filhas.
Te agradeço por tudo que você fez por mim,
ou melhor, te agradeço por ser minha mãe!
Mãe, não importa quem você é,
 nem tão pouco  sua qualidade, 
o que importa é que você teve esse privilégio divino de ser MÃE.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Para quem gosta de estudar 'Português' para concursos!!! Uso dos "PORQUÊS"

A partir de agora vou divulgar no blog algumas aulas de português com o professor João Bolognesi 

        porque                                         por que
         
       porquê                                          por quê

                            
Ainda não inventaram prova de Língua Portuguesa sem questões sobre o uso dos porquês. Diria mais: um nasceu para o outro. Seria mais ou menos como papa e Roma, bola e gol, goiaba e bichinho. Aos concursandos, dominar os porquês é um dever; desconhecê-los, um castigo.

1. porque
Classificação morfológica: conjunção
Características: introduz causa, explicação
Troca: em geral pode ser trocado por pois, tendo em vista que, visto que

Eles resolveram ficar porque (= pois) estava chovendo muito.
O trabalho poder ser melhorado, principalmente porque (= tendo em vista que) ainda faltam seis dias até a entrega.
Haverá uma saída melhor, até porque (= tendo em vista que) o rapaz é bastante competente.
Ele fará o serviço só porque você mandou. (= pois você mandou)
Eles resolveram ficar porque estava chovendo muito? (= pois estava chovendo muito?)
Você está chegando agora porque ficou preso no congestionamento? (= pois ficou preso no congestionamento?)
Observação – nas duas últimas frases, embora haja o tom interrogativo, o uso do porque é de conjunção causal, equivalente a pois, tendo em vista que, visto que. Para testar, experimente tirar a interrogação e inserir ponto final. Conclusão: não é o tom que determina o uso dos porquês, e sim seu valor gramatical no contexto.

2. porquê
Classificação morfológica: substantivo
Características: único que forma plural; o normal é vir com determinante (artigos, pronomes e numerais)
Troca: troca-se por substantivo de valor semântico parecido, como motivo

Ninguém sabia o porquê da briga.
(= Ninguém sabia o motivo da briga.)
Dê-me um porquê para tamanha confusão.
(= Dê-me um motivo para tamanha confusão.)
Dos males, já sabia o porquê, mas prosseguia na mesma rotina.
(=Dos males, já sabia o motivo, mas prosseguia na mesma rotina.)
Lá vem ele e seus demorados porquês.
Muitos porquês ficaram do governo que termina.

3. por  que
Classificação morfológica: pronome relativo
Troca: pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais

Era muito conhecida a rua por que eles passaram.
(= Era muito conhecida a rua pela qual eles passaram.)
O livro por que você tem preferência é de Machado de Assis.
(=O livro pelo qual você tem preferência é de Machado de Assis.)
Considero excelentes as decisões por que vocês optaram.
(= Considero excelentes as decisões pelas quais vocês optaram.)
Eram óbvias as razões por que ele cochichava.
(= Eram óbvias as razões pelas quais ele cochichava.)
Os sonhos por que lutamos nos dão força e inspiração.
(= Os sonhos pelos quais lutamos nos dão força e inspiração.)

4. por que
Classificação morfológica: pronome interrogativo
Características: forma orações interrogativas diretas e indiretas (que são aquelas introduzidas por um verbo)
Troca: por qual razão

Por que eles agem sempre assim?
(= Por qual razão eles agem sempre assim?)
Não me pergunte por que (= por qual razão) eles agem sempre assim.
(Não me pergunte por qual razão eles agem sempre assim.)
Queremos saber por que ele continua a mentir.
(Queremos saber por qual razão ele continua a mentir.)
Descubra por que houve falha na máquina.
(Descubra por qual razão houve falha na máquina.)

5. por quê:
Classificação morfológica: pronome interrogativo
Características: forma orações interrogativas diretas e indiretas (que são aquelas introduzidas por um verbo) e recebe acento quando vem unido a sinal de pontuação
Troca: por qual razão

Você faltou, mas nem me precisa falar por quê.
(Você faltou, mas nem me precisa falar por qual razão.)
Sem saber direito por quê, ela continuou a gritar.
(Sem saber direito por qual razão, ela continuou a gritar.)
Ele fez isso por quê?
(Ele fez isso por qual razão?)
Houve atrasos e sabemos por quê: você esqueceu seus compromissos.
(Houve atrasos e sabemos por qual razão: você esqueceu seus compromissos.)

Não deixe de entender que há algumas estruturas com dois usos corretos:
- Ninguém sabe o porquê, mas houve falha no projeto. (= o motivo / substantivo)
- Ninguém sabe por quê, mas houve falha no projeto. (= por qual razão / pronome interrogativo, unido a um sinal de pontuação)

Repare, porém, que na frase abaixo só um uso é correto:
- Logo explicaremos por que aconteceu o atraso na entrega.
- Logo explicaremos por qual razão aconteceu o atraso na entrega.

Apesar de muita gente insistir, ali não cabe “porquê” (= motivo) de jeito nenhum.
Errado: Logo explicaremos porquê aconteceu o atraso na entrega.
Errado: Logo explicaremos motivo aconteceu o atraso na entrega.

Para usar “porquê”, deve-se mudar a estrutura da frase:
Correto: Logo explicaremos o porquê de acontecer o atraso na entrega.
Correto: Logo explicaremos o motivo de acontecer o atraso na entrega.

Abaixo há uma síntese (grude-a na memória) e uma lista com questões selecionadas de provas. Algumas receberam adaptação.

Síntese
1- porque = pois, tendo em vista que (introduz causa, explicação)
2- porquê = motivo (substantivo, geralmente com determinante)
3- por  que = pelo qual / pela qual / pelos quais / pelas quais
4- por  que = por qual razão (pronome interrogativo)
5-por  quê = por qual razão (pronome interrogativo, sempre junto a um sinal de pontuação)
Questões de prova
Julgue a correção dos trechos (certo ou errado).

1. (ESAF) Eu tinha 20 anos, nunca me metera em política e não saberia explicar porque estava ali, tão longe de casa, brigando uma briga que não era minha.
2. (CESPE) O deputado explicou porque era contrário à prática referida e citou o princípio constitucional da igualdade dos cidadãos perante as leis.
3. (ESAF) Durante anos, as pessoas simplesmente não conseguiam entender porque os computadores, aparentemente, não eram capazes de elevar a produção.
4. (FCC) O autor se pergunta por que haveriam de ser cruéis os animais que aspiram à propagação da espécie.
5. (FCC) Nessa conjuntura, é difícil explicar porquê a mobilidade da mão-de-obra decresceu.
6. (ESAF) Ainda que a insatisfação seja inerente ao ser humano, há que se verificar porque terá ele buscado refúgio nas mercadorias para experimentar estados de plena satisfação.
7. (FCC) Os traumas por que tantas vezes passam os jovens são esquecidos, mas não os momentos em que lograram ser felizes.
8. (ESAF) O processo de integração por que passa o ser humano na escola atinge a dimensão política no exercício de sua capacidade crítica.
 9. (FCC) Os critérios por que se pautam os jornais televisivos, nesse tipo de transmissão, não são minimamente éticos.
10. (CESPE) Se as armas não discriminam suas vítimas, não há por que não possam voltar-se contra os que as manejem, alheias aos supostos privilégios de quem as aciona.
 11. (ESAF) A educação é um fator fundamental, principalmente por que vai conformando a mentalidade dos indivíduos e abrindo-lhes horizontes específicos.
12. (CESPE) Conforme o relatório do PNUD, 64,7% dos entrevistados —entre os 18.643 latino-americanos ouvidos— afirmam que os governantes não cumprem o que prometem por que mentem para ganhar as eleições.
13. (ESAF) Mas há referências a línguas gerais de base africana em vários pontos do País, línguas essas que, por forte presunção, eram a dos quilombos, que desde o século XVI se multiplicaram no território, quilombos que, quando não intercomunicantes, não teriam por que ter a mesma língua geral de base africana.
14. (ESAF) “O espetáculo,” diz Hamlet, “eis a armadilha com que apanharei a consciência  do rei”. Apanhar é a palavra certa. Porque a consciência anda depressa ou se encolhe.
15. (ESAF) Mas se eles ficaram menos loquazes, foi por que a sociedade, aparentemente, não precisava mais deles.
16. (FCC) Nós não nos insurgirmos contra esse despropositado aparato de leis porque não temos quaisquer convicções quanto aos nossos fundamentos morais.
17. (FCC) O economista técnico supõe que toda a economia é regida graças às leis de demanda e oferta, motivo porque ele se aplica tão-somente em referendar o sistema globalizado vigente em nossos dias.
18. (FCC) Os ideais por que lutam os cidadãos costumam ser mais claros do que as razões por que se abstêm de lutar.

19. (FCC) É preciso corrigir a forma sublinhada na frase:
a) A justiça social, por que todos lutam, está longe de ser alcançada.
b) Os homens se corrompem porque seus interesses pessoais sobrepujam todos os outros.
c) Por que sempre há os que deturpam o pensamento alheio?
d) Sim, a vontade geral quase nunca sobrepuja as vontades particulares, mas por que?
e) O porquê do egoísmo humano sempre foi um grande mistério.

20. (FCC) Está correto o emprego do elemento sublinhado em:
a) Muita gente se agarra à imagem artificial de si mesma sem saber porquê.
b) Não é fácil explicar o porquê do prestígio que alcança a imagem ilusória das pessoas.
c) Não sei porque razão os outros querem nos impor a imagem que têm de nós.
d) Se a ela aderimos, é por que nossa imagem ilusória traz alguma compensação.
e) Queremos perguntar, diante do espelho artificial, por quê nossa imagem não está lá.

21. (FCC) A forma porque preenche corretamente a lacuna da frase:
a) Apenas me pergunto ________________as pessoas falam tanto ao telefone.
b) Queria saber o ________________de as pessoas falarem tanto ao telefone.
c) As pessoas falam tanto ao telefone, e ninguém sabe ________________.
d) A razão ________________tantos falam tanto ao telefone ninguém esclarece.
e) Não sei se as pessoas falam tanto ao telefone ________________de fato precisem.

22.  (FCC) A alternativa correta é:
a) Ela não nos disse por que razão tornou-se uma otimista; e se ela tornar ao seu pessimismo, será que nos explicará por quê?
b) A razão porque muitos se tornam pessimistas está no mundo violento de hoje; por quê outra razão haveriam de se desenganar?
c) “Por que sim”: eis como respondem os mais impacientes, quando lhes perguntamos porque, de repente, se tornaram otimistas.
d) Sem mais nem porquê, ele passou a ver o mundo com outros olhos, dizendo que isso aconteceu por que encontrara a verdade na religião.
e) Não sei o por quê do seu pessimismo; porque você não me explica?

23. (VUNESP) Assinale a alternativa em que há erro no uso de “porque”, “porquê”, “por que”, “por quê”.
a) Você não veio porque não quis.
b) Queria saber o porquê desse fenômeno.
c) Não descobrimos por que razão ela chorou.
d) Não se sabe porque todos saíram.

24. (FCC) Está correto o emprego do elemento sublinhado em:
a) As alterações porque sofrem as instituições podem ser necessárias.
b) Os caminhos porque percorrem os valores humanos são, por vezes, indevassáveis.
c) Se há rigor e ética nas instituições, algumas não funcionam mesmo porquê?
d) Há que se investigar o porquê de as instituições serem tão manipuláveis.
e) Não se sabe o por que das instituições serem falhas, mesmo quando bem arquitetadas.

25. (FCC) Assinale a alternativa que contém erro gramatical.
(A) Os porquês dos conceitos de sujeito e predicado na gramática.
(B) Por que os conceitos de sujeito e predicado têm problema?
(C) Os conceitos de sujeito e predicado têm problema. Por quê?
(D) Os conceitos de sujeito e predicado têm problema. Porquê?
(E) Não se sabe por que os conceitos de sujeito e predicado têm problema.

26. (FCC) A razão …………….se premiou Pamuk é clara, mas sempre haverá quem pergunte ……………não foi outro o premiado.
Preenchem corretamente as lacunas:
(A) por que / por que
(B) por que / porque
(C) porquê / por que
(D) porque /  porque
(E) por que / porquê

27. (FCC) A forma por que preenche a lacuna:
(A) Os cearenses expandiram as fronteiras …………….movidos pelas mais duras necessidades.
(B) Um dos motivos …………….Hélio Pólvora se agradou desse romance é a visão original do autor.
(C) Márcio Souza decidiu-se pelo humor …………….se dispôs a fazer de seu livro uma sátira histórica.
(D) O livro de Márcio Souza fez sucesso pela inteligência e pelo humor, não há outro ……………. .
(E) Muitos se escandalizaram com romance, mas se recusaram a dizer o …………… .

28. (ESAF) “Se um lado ou outro aparenta vantagem na contagem das urnas, não faz diferença. O que importa é extinguir o Grande Medo. E nem um lado nem outro poderia fazê-lo. Todos sabemos muito bem porquê.”
A última palavra do texto merece reparo. Há duas expressões que a substituiriam com a devida correção gramatical: 1) por quê e 2) o porquê.

29. (ESAF) “Há muitas razões pelas quais não se deve aceitar tal relação de causalidade.”
O segmento “Há muitas razões pelas quais…” pode também ser corretamente escrito como “Há muitas razões por que…”.

30. (CESPE) “Adverte-se, pois, que as precauções com secreções respiratórias são de importância decisiva, motivo pelo qual são recomendados cuidados especiais com a higiene e o isolamento domiciliar ou hospitalar, segundo a gravidade de cada caso.”
A substituição de “pelo qual”, pelo termo “por que” mantém a correção gramatical do período.

Gabarito
1- errado (por que = por qual razão)                               2- errado (por que = por qual razão)
3- errado (por que = por qual razão)                              4- correto (por que = por qual razão)
5- errado (por que = por qual razão)                              6- errado (por que = por qual razão)
7- correto (por que  = pelos quais)                                  8- correto (por que  = pelo qual)
9- correto (por que  = pelos quais)                                  10- correto (por que = por qual razão)
11- errado (porque = tendo em vista que)                   12- errado (porque = pois)
13- correto (por que = por qual razão)                          14- correto (por que = pois)
15- errado (porque = tendo em vista que)                   16- correto (por que = pois)
17- errado (por que = pelo qual)                                      18- correto (por que = pelos quais/pelas quais)
19- D                       20- B                      21- E                      22- A                      23- D                      24- D
25- D              26- A              27- B                28- correto                29- correto              30- correto