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domingo, 26 de outubro de 2014

Uso de "meio" advérbio, uso de "meio" numeral

Um erro com o qual nos deparamos com frequência, principalmente na fala, é o uso de “meio” (advérbio) e “meio” (numeral). Observe o trecho:

“Maria ficou meia triste ontem. Ela estava meia indecisa, sem saber se falava ou não a verdade para o Pedro. Decidiu que falaria apenas meio verdade. Foi exatamente isso que a fez ficar com a consciência meia pesada.”

O que está incorreto no trecho? Antes de responder, confira alguns fatos e considere que existem dois tipos de classe gramatical:

Variável (palavras que admitem variação): numeral, substantivos, adjetivos e pronomes;
Invariável (palavras que não admitem variação): interjeição, advérbio, preposição e conjunção;

Uso de “meio” (advérbio)

O “meio”, se utilizado com o sentido de “mais ou menos” ou um “um pouco”, é um
advérbio que indica intensidade. Logo, ele não pode ser flexionado, ou seja, não pode variar, já que advérbios não se modificam. Exemplos:

 
“A casa dela fica meio (um pouco) longe.”
“Clara mostrou-se uma pessoa meio (um pouco) dissimulada.”


Portanto, em caso de dúvidas, substitua “meio” por “um pouco”, por “mais ou menos” ou por outro advérbio de intensidade. Caso a frase faça sentido, não empregue o feminino. Então:

Incorreto: “Maria ficou meia triste ontem.”
Correto: “Maria ficou meio triste ontem.”

A palavra “meio” na frase é um advérbio e refere-se ao quanto Maria ficou triste e não deve ser flexionada para o feminino.

Uso de “meio” (numeral)

Quando “meio” é utilizado com o sentido de metade, trata-se de um numeral fracionário, que pode e deve ser flexionado quanto ao gênero. Portanto, é correto falar “meia garrafa de água”, “meia barra de ferro”, “meia panela de feijão” e por aí vai. Exemplos:
“Para conseguir estudar, Pedro bebeu meia (metade da) garrafa de café.”
“É necessário tomar uma colher e meia (uma metade) do xarope.”


Uma observação importante é que o correto é “meio-dia e meia” e não “meio dia e meio”, como a maioria das pessoas pensa, pois trata-se de meio-dia e meia hora.

Em caso de dúvidas, substitua “meio” por “metade”. Se o sentido da frase não for comprometido, trata-se de um numeral e pode ser flexionado. Então:

Incorreto: “Decidiu que falaria apenas meio verdade.”
Correto: “Decidiu que falaria apenas meia verdade.”

Na frase, “meia” indica metade ou uma parte da verdade que deveria ser dita por Maria.

E então?

Corrigindo o trecho inicial, temos:

“Maria ficou meio triste ontem. Ela estava meio indecisa, sem saber se falava ou não a verdade para o Pedro. Decidiu que falaria apenas meia verdade. Foi exatamente isso que a fez ficar com a consciência meio pesada.”

Qual o uso correto: mas ou mais

Se não praticada com frequência, a escrita realmente pode se tornar um bicho de sete cabeças. Assim, surgem pequenos erros com os quais nos deparamos no dia a dia. Um exemplo clássico desses erros é o uso de “mas” e de “mais”. Ambas as palavras estão corretas, porém, cada uma deve ser utilizada em determinadas situações. Entenda um pouco mais a respeito.

O uso da palavra “mas”

A palavra “mas” é, na maioria das vezes, utilizada como uma conjunção coordenativa adversativa para ligar duas orações de sentidos opostos. Simplificando, essa conjunção dá a ideia de divergência. Assim, a palavra “mas” pode ser substituída por “contudo”, “porém” e “todavia”. Exemplos:
“A professora elogia frequentemente a aluna, mas suas notas estão sempre baixas.”
“Tentei voltar mais cedo, mas não consegui”.
“Ele é bonito e inteligente, mas é antipático.”


A palavra “mas” pode, ainda, assumir papéis gramaticais diferentes: pode ser substantivo comum ou advérbio:

Substantivo comum: refere-se a uma imperfeição, um porém, uma falha. Por exemplo: “Sem mas ou meio mas! Quero que me diga logo o que aconteceu!.”  Note que a palavra “mas”, nesse caso, pode ser substituída por porém.

Advérbio: é utilizado para dar ênfase a algo que está sendo afirmado. Por exemplo: “Ele é tão enrolado, mas tão enrolado, que conseguiu perder o último ônibus.”  Nesse caso, a palavra “mas” é utilizada para mostrar o quanto o sujeito da frase é enrolado.

O uso da palavra “mais”

A palavra “mais” é geralmente utilizada como um advérbio de intensidade (lembre-se que os advérbios são aqueles que modificam o verbo, o adjetivo ou outros advérbios), que indica sempre a noção de excesso, de maior intensidade ou quantidade. Nesse caso, pode ser substituída sempre por “menos”. Exemplos:
“Hoje voltarei mais tarde para a casa.”
“Ela tem mais bens do que ele.”
“Sandra é mais bonita que Cássia.”


Em alguns casos, “mas” pode assumir também o papel de pronome indefinido. Isso acontece quando a palavra é usada para quantificar, de uma forma generalizada, o substantivo. Por exemplo: "Eu vou defender os meus direitos, os mais que se decidam quanto ao que fazer."

Note que, no caso, a palavra “mas” pode ser substituída por “demais” (“...os demais que se decidam....”).

E então?

Uma dica básica e muito útil é sempre utilizar a oposição para descobrir se o correto, em determinadas situações, é escrever “mas” ou “mais”. Ou seja, se o oposto da palavra for “menos”, o certo sempre será “mais”, se não for, o correto é “mas”. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dicas de português

Voltando a postar algumas dicas para concursos, ou até mesmo para o nosso aprendizado do dia a dia.
fiz uma seleção de português e de Direito Constitucional, assim que puder postarei algo bem interessante dessas duas disciplinas.
 
 


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

CRA Pará Fiscalização


Resultado da eleição no CRA-PA
O Sistema Conselhos Federal e Regionais de Administração (CFA/CRAs) realizou no 15 de outubro, eleições virtuais que elegeram seus novos representantes. No Pará, os profissionais de Administração elegeram dois terços dos Conselheiros Regionais e Conselheiro Federal.
No pleito, que teve início à 00h e encerramento às 20:00h do dia 15 de outubro, votaram administradores e tecnólogos em situação regular com o Conselho Regional. Do total de 8.017 r...egistros ativos no Sistema, estavam no colégio eleitoral aptos a votar 4.904 profissionais, dos quais votaram 1.386.
Todo o processo de votação on-line ocorreu de forma transparente, tranquila e segura, sem problemas com a participação de mais de 59 mil eleitores em todo o país.
O resultado da eleição foi anunciado pela CPE/CFA de imediato, na Rádio Adm e no site www.votaadministrador.org.br, logo após a apuração dos votos.
Para Conselheiro Federal:
Chapa 01, votos 839, 60,53%
Chapa 02, votos 442, 31,89%
Votos branco 43, 3,10%
Votos nulo 62, 4,47%

Para Conselheiro Regional:
Chapa 01, votos 1.201, 86,65%
Votos branco 65, 4,69%
Votos nulo 120, 8,66%

http://www.crapa.org.br/noticias-detalhes.asp?codigo=502
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Eleições para o CFA e para os CRAs

Você  Administrador registrado ao Conselho Regional de Administração, não esqueça que hoje, 15/10 é dia de eleger o  representante do Conselho Federal de Administração/ Conselho Regional de Administração. Vale ressaltar que o horário se estende apenas até as 20h.
Exerça sua cidadania profissional. Vote e contribua com a sua profissão.
Acesse o site www.votaadministrador.org.br

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Entenda por que o demônio gosta da letra “D”

 

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Abra o jornal todos os dias e veja como o diabo age no mundo: desilusão, desconfiança, desesperança, desânimo, desonestidade, desamor
Para vencer um inimigo, é preciso conhecê-lo. Nos exércitos, sabem disso muito bem, e por isso enviam espias ao lado oposto. Averiguam a quantidade de soldados, as armas que usam, suas fraquezas, suas técnicas de ataque.
O demônio utiliza esta estratégia. Ele nos conhece bem. Ficou nos espiando durante muitos anos. Conhece nossas fraquezas, mas nós sabemos pouco sobre ele. Mal compreendemos o que ele é capaz de fazer. Nem imaginamos o tamanho da sua crueldade, seu ódio profundo, seu desprezo pela humanidade e por tudo o que foi criado por Deus.
Suas artimanhas para fazer-nos pecar são muitas e ele nunca desanima nem dorme. Alegra-se quando prejudicamos o próximo ou caímos em pecado grave. Não suporta que oremos ou busquemos Deus.
Conta-se de um mosteiro no qual os monges costumavam rezar às tardes. Um dia, enquanto oravam, começou um incêndio na plantação. Da janela, viam-se as línguas de fogo consumindo tudo. Um deles compreendeu o que acontecia e disse aos outros: “Continuemos rezando, irmãos, que não vai acontecer nada”. Quando acabaram de orar, saíram ao campo e encontraram sua plantação intacta.
Abra os jornais cada dia e veja como o diabo age no nosso mundo. Nós o deixamos agir como se ele nem existisse. Costumo chamar suas ações de “dês” do demônio. Ele semeia nossas almas com esses “dês”, como o joio da parábola.
Com quanta facilidade ele nos tira:
– O entusiasmo, semeando desilusão.
– A confiança, com desconfiança.
– O ânimo, com desânimo.
– A honestidade, com desonestidade.
– O amor, com desamor.
Estamos chamados a ser felizes e viver uma eternidade maravilhosa.
O demônio não tem poder sobre quem é obediente. Não suporta quando você é misericordioso e ora com o coração. Nesses momentos, ele mantém distância, fica à espreita. Foge quando você se aproxima dos sacramentos. Deixa-o tranquilo quando você invoca Maria. E se afasta quando você é humilde e sincero.
Penso que, no final, seu porto seguro sempre será: viver na presença de Deus. Eu já me perguntei muitas vezes como conseguir isso. Como nós, simples vasos de barro, podemos conter um Deus todo-poderoso e eterno? É uma ideia fascinante.
Hoje, durante a Missa, pedi luz a Deus, pois queria entender isso e, de repente, tudo me pareceu tão claro e simples… Em Deus, todas as coisas são simples. Nós, em geral, as complicamos. A resposta sempre esteve perto, ao nosso alcance, nestas palavras de Jesus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (João 14, 23). Foi incrível! De repente, tudo fazia sentido.
Conheci muitas pessoas que, um bom dia, decidiram mudar de vida. Queriam investir sua vida em algo grande. Começaram a descobrir o Evangelho. Com certeza você conhece alguém assim. É muito fácil encontrar essas pessoas. E elas têm 3 coisas em comum:
1. Reconhecem-se amadas por Deus (“meu Pai o amará”).
2. São felizes (“nós viremos a ele”).
3. Não se trocariam por ninguém (“nele faremos nossa morada”).
Se eles conseguiram, nós também podemos. Chegou a hora de acabar com esses “dês” em nossas vidas e voltar a começar, ao amparo de Deus.
 
 
Fonte: Aleteia